terça-feira, dezembro 6

suspiros


ah, como eu queria ser alguém assim, assim, alguém diferente de mim.
ah, como eu queria ter alguém pra chamar de ''meu'', alguém que não fosse eu.
ah, como eu queria ter você aqui do meu lado.
ah, e mais nada...
ah, simples assim.

Os lugares da arte em tempos de tecnologia






A internet tornou-se para o homem moderno tão
necessária quanto água, comida, moradia e afeto. Porém, o fato de ser imprescindível para a inserção do indivíduo em uma sociedade tão técnica, científica e informacional como o seu meio não significa que todos tenham acesso a ela.

Essa mesma modernização tecnológica vem acontecendo com a arte ao longo do tempo. Suas expressões cênicas, visuais e musicais destruíram as antigas fronteiras que as restringiam apenas a museus, galerias e teatros. Músicas, pinturas e esculturas passaram a habitar então as ruas das cidades com a mesma velocidade acelerada em que estas evoluíram.
Entretanto, já ocorre um novo momento onde o espaço físico geográfico tornou-se ultrapassado e limitante. A desapropriação da obra do artista para algo mais acessível e público leva a arte não mais para as ruas, onde tinha-se o hábito do contato físico, mas sim para a rede virtual onde há a concentração de informações e pessoas que preferem em suas casa - por comodidade, facilidade ou até mesmo preguiça - interagir assim com o mundo.
O lançamento da arte em um "locus virtual" proporciona a democratização cultural contrária à massificação. Esse ideal Frankfurtiano, contudo, não impede o prestígio autoral da obra por sua maior reprodução. Pelo contrário, cria neste cenário artistas virtuais que com trabalhos caseiros (como imagens, vídeos e músicas) ganham o mundo.

É possível afirmar assim que a internet e suas ferramentas dinamizam o processo de criação e divulgação artística. A utilização da rede complementa as galerias, teatros e ruas, interligando uma sociedade mais culta que, ingênua e sem saber o que esperar, como na obra de Dalí, assiste a cada segundo uma modernização da arte-pangeia contemporânea.


domingo, agosto 8


faz a mala com tuas melhores histórias
que eu junto minhas melhores memórias
e a gente foge pra qualquer nosso lugar

me leva no bolso
e entra no carro
ou leva meu barco
que o curso é teu olhar.

boletim jurídico

ah, persistência que não fica
insistência de não continuar.




desistência voluntária e arrependimento eficaz.

quinta-feira, julho 22

como pode um peixe vivo viver fora d'água fria?


Então anteontem foi pior ainda. Dormi muy malo, acordei pior ainda. Minha mãe não me deixou nem ir à praia, nada de sol, nada de mar, nada de areia. Então fomos direto ao shopping. Fomos em um diferente, y muy bueno. Dessa vez o trem rendeu. Meu Deus, gastei demais, fiz a festa. Minha mãe já tava pra me matar do tanto de roupa e perfume e otras cositas más. Fomos em tudo quanto é loja e o ar condicionado quase me matou. Um frio lascado dentro do shopping.
De noite voltamos, jantamos e fomos no showzinho de reggaeton, legalzinho de leves. A minha mãe mal me deixou entrar no computador, tive que ir direto pra cama descansar.
Isso funcionou porque no dia seguinte pude ir a praia, meio a contragosto da minha mãe. Mas o mar me faz bem, e realmente é um ótimo remédio para a gripe - não que eu tenha ficado 100%, quase lá. Depois saímos e voltamos ao shopping mais uma vez e por incrível que pareça, não comprei nada pra mim, só peguei as compras que ficaram lá do dia anterior, rs.
Depois jantar e show. Animei e fui ver se la disco estava melhor do que da outra vez que fui. Ao chegar, todos já estavam dançando, de pé, numa animação que só. Foi muito bom, fiquei lá até 1h da manhã, dançando e conversando. Tocou até ilarilariê (ô ô ô) e um axé. Fiz alguns amigos, o que é muito legal porque parece uma Torre de Babel. Conversamos em inglês, mas as vezes misturamos español e tento ensinar para eles português. Que coisa mais engraçada eles tentando falar isso. Fiquei muito feliz de ter arranjado companhia.
O chato é que sempre que a gente começa a gostar do lugar tá na hora de ir embora já. Quiero quedarme aca! Que nem quando a gente começa a gostar do post e tem que sair :/