A internet tornou-se para o homem moderno tão
necessária quanto água, comida, moradia e afeto. Porém, o fato de ser imprescindível para a inserção do indivíduo em uma sociedade tão técnica, científica e informacional como o seu meio não significa que todos tenham acesso a ela.
Essa mesma modernização tecnológica vem acontecendo com a arte ao longo do tempo. Suas expressões cênicas, visuais e musicais destruíram as antigas fronteiras que as restringiam apenas a museus, galerias e teatros. Músicas, pinturas e esculturas passaram a habitar então as ruas das cidades com a mesma velocidade acelerada em que estas evoluíram.
Entretanto, já ocorre um novo momento onde o espaço físico geográfico tornou-se ultrapassado e limitante. A desapropriação da obra do artista para algo mais acessível e público leva a arte não mais para as ruas, onde tinha-se o hábito do contato físico, mas sim para a rede virtual onde há a concentração de informações e pessoas que preferem em suas casa - por comodidade, facilidade ou até mesmo preguiça - interagir assim com o mundo.
O lançamento da arte em um "locus virtual" proporciona a democratização cultural contrária à massificação. Esse ideal Frankfurtiano, contudo, não impede o prestígio autoral da obra por sua maior reprodução. Pelo contrário, cria neste cenário artistas virtuais que com trabalhos caseiros (como imagens, vídeos e músicas) ganham o mundo.
É possível afirmar assim que a internet e suas ferramentas dinamizam o processo de criação e divulgação artística. A utilização da rede complementa as galerias, teatros e ruas, interligando uma sociedade mais culta que, ingênua e sem saber o que esperar, como na obra de Dalí, assiste a cada segundo uma modernização da arte-pangeia contemporânea.
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