ontem pedi pra a minha mãe para ir à uma boate com uma amiga e ela não deixou. daí me surgiu a dúvida: porque quando falamos a verdade nos ferramos? eu poderia simplesmente ter mentido, ido, curtido, me divertido e mais um monte de 'idos', mas não. sei 'as consequências que isso me traria mais cedo ou mais tarde, consequências ruins'; e respeitei as vontades da minha mãe. não fiz nada de empolgante, nada como astravessuras que eles pais provavelmente fizeram como todo jovem que se preze, porque fui sincera.
eu sei que no fundo no fundo 'a recompensa virá e blablablá', mas porque esse retorno não é um pouco mais ágil? só se vive uma vez e se, por ter feito a coisa certa, eu for esperar para desfrutar da dita recompensa só depois da situação, vou ter que deixar para a próxima encarnação.
e outra, que retorno é esse? ele não traz cartão de identificação, não avisa quando nem como, não vem em forma de vale-presente nem ticket de alimentação. então pelo que devo esperar? um abraço, uma boa ação de volta, a companhia da minha família? amo muito todos os membros dela e não quero nenhum bem material por não ter saído mas - já que é para esperar - algo mais concreto poderia vir, algo mais humano.
porque é isso que sou, um ser humano. e por mais que eu odeie, minha condição biológica me coloca em um grupo daqueles que se dizem grandes mas não fazem absolutamente nada de solidário, altruísta. tudo é para o benefício próprio e nada mais. até a boa ação remete ao bem estar interior, porque é ele, o egoísmo, quem governa o mundo. e essa mesma condição só me faz aprender depois de bater várias vezes a cabeça, ver a resposta só depois de acontecer comigo e não só observando o vizinho se ferrar. e eu sei que nisso se incluem todas essas minhas perguntas e revoltas, mas não posso ficar calada, achando bom não estar aproveitando minhas férias e adolescência como acho que deveria.
o que dá origem a outro grande parágrafo (calma, não desista de ler, está quase no final). se você tiver mais de 25 anos e/ou for uma pessoa com lugares comuns na ponta da língua, estará pensando 'ela não sabe nada, é muito jovem para se decidir e saber o que é bom para ela mesma. já a mãe não, tem conhecimento e vivência de mundo'. você está errado. como você acha que as pessoas ganham a chamada vivência? porque elas vão à escola? a vida como um todo é um processo de acúmulo de experiências, que devem ser contadas, passadas para frente, e não simplesmente vividas. eu duvido que você acordou no dia do seu aniversário de dezoito anos e disse 'sou um adulto. vou fazer tudo agora, porque posso. vou começar a viver só agora, não como nos dezessete anos e 364 dias atrás, que foram um mero desperdício, uma simples espera'. a preparação, as experiências, a vivência, começa antes, meu caro. mas caso você não se enquadre em nenhuma das linhas supra escritas, creio que concordará comigo.
mas chega de enrolação, voltemos ao assunto (e vamos concluí-lo logo). ao invés de ir para a balada, fui para uma festa de família. não odeio isso, gosto de passar tempo com os meus relativos mas festinha de criança não é uma das melhores coisas pois sou a prima mais velha e a diferença de idade entre mim e as outras primas é muito grande. a diferença de mim para os adultos nem se fala. daí, por ter pedido para a minha mãe um momento de diversão e ter explicado tim tim pot tim tim, fui designada a ficar lá, durante horas. o que me rendeu tempo e assunto para postar, em compensação. mas não acredito que essa seja a tal recompensa. realmente não acredito, muito pequeno para tanto auê.
continuarei esperando por algo mais e, talvez pela primeira vez na vida, farei algo que não me é típico enquanto aguardo: sentarei e aceitarei toda essa agitação dentro de mim.
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