domingo, julho 18

vamos a la playa!

Ok, tenho alguns minutos antes do jantar parar contar o dia de ontem e tentar cobrir esse atraso cronológico, e acho/espero que esse post não vai ser tão grande - pelo menos não como os outros 2. Vamos lá.
Então depois de todas aquelas confusões e chatisses eu acordei. Acordei bem - fora minha mãe berrando pra eu andar logo -, porque dormi muito e descansei.
Levantei, tomei meu banho e desci com a minha irmã enquanto minha mãe tentava resolver como viríamos à Isla de Margarita. Chegamos lá embaixo e ninguém estava pronto ainda - e minha mãe me apressando, aff - e a agência também não estava aberta. Ficamos conversando com o meu 'querido' tio, que estava acordado desde 6h (isso já eram quase 10h). Conversando uma vírgula, porque eu fiquei com minha cara de titica pra ele ouvindo ipod, minha irmã reclamando que tava com fome e minha mãe tentando arranjar o plano. Maaaas, o fofo já tinha arranjado um dos 'esquemas' (de merda) dele. Blablablá vai, blablablá vem, ficou decidido que iríamos todos de van para o aeroporto e de lá pegaríamos um avião às 13h30, só pra adicionar, 15h no horário do Brasil (nunca tinha visto fuso horário partido, de 1h e meia).
Próximo conflito: café da manhã. Já que chegamos ao consenso, não da maioria (adivinha quem contrariou) de que o lugar do dia anterior não foi muito bom, minhas primas queriam fazer o desayuno no McDonald's. As crianças parecem ter preferência pra tudo, e essa seria mesmo a melhor opção até que...
Até que eu, minha irmã, minha mãe e minha vó acordamos com vontade de ficar no hotel mesmo, e comer por aqui que seria mais fácil e mais rápido, consequentemente, mais prático. Não precisou de nenhum esforço pro meu avô concordar com a minha tia e minhas primas.
Então o dia começou a melhorar! Tomei um café da manhã decente, com direito a croissants de chocolate, café com leite, huevos con jamón, pan e tudo mais. Ah, como a vida é bela quando nenhum chato está no caminho!
Depois de passar algumas vergonhas rotineiras com o meu tio gritando e sendo um BABACA que não é educado e acha que fala español, entramos na van, que era dirigida por um venezuelano muito simpático. Me identirfiquei muito com ele, ele é muito revoltado com o governo do Chaves, nos situou com a história da Venezuela e situação política. Na boa, o Hugo Chaves é um completo idiota e todo esse papo geopolítico renderia outro post enorme.
Enfim, chegamos no aeroporto e tchau, tchau, Caracas favelosa! Olá, Isla de Margarita maravilhosa!










O avião era meio medonho, daqueles velhos sabe, com os compartimentos de bagagem de madeira, mas tudo ok. Fui na janela. Que vista! Meia hora de mar azul, azul, azul do Atlântico. Não sabia até onde era mar, o que era céu. Parecia uma coisa só, olhando pra baixo tinha nuvens, era céu, era mar. Olhando pra cima também.
Descemos depois da vr (vergonha rotineira) - dessa vez fez um estardalhaço quando pousamos, bateu palma, gritou - numa cidade incrívelmente maravilhosa! Fazia sol e calor! Ah, já tinha começado bem.
Pegamos um táxi e demoramos uns bons 30 minutos até chegar no hotel. No caminho se via uma cidade bem praiana surgindo, com dois shopping gigaaaantes e uma paisagem meio desértica, lembrando o nordeste. Às vezes umas árvores verdes, perto da terra meio de mangue que vi do avião. Bonito.
Entramos no hotel. Um resort de 5 estrelas (que dessa vez merecia acho que 3, talvez 4) muuuuito grande. O check-in demorou mais de 1 hora e eu já estava ficando sem paciência. Um dos motivos foi que o querido tava fazendo barraco e sendo mal educado por nada. Oooooh, que novidade! #not
Entramos no nosso quarto que é simples, mas com duas camas de casal e pela primeira vez tenho que agradecer o tanto que a minha irmã é mimada. Como sempre quer dormir com a minha mãe, fiquei com uma só pra mim! A viagem tá bem melhor já, Vivaaa Venezuela!
Às 6h30 fomos jantar. Pior jantar de todos. A vr se transformou numa vMASTER, gigante. Queria virar um avestruz e me esconder! Fora o de sempre, minha prima J se engasgou e tava tendo um troço. Maior gritaria da minha vó de preocupação, da minha tia, e o querido tentando desengasgá-la. Jesus, aquele minuto parecia durar horas, com todo mundo olhando pra gente. Depois disso, não precisei de 30min de vr pra querer ma-tar todo mundo e sumir dali. Como a minha mãe não levantava nunca pra irmos pro quarto, fiquei com raiva e levantei. Não queria nem saber, não queria ser reconhecida como a brasileira da família de mal educados.
Fiquei sentada um tempo na bera da piscina ouvindo música (não foi emo, ok? Se você estivesse no meu lugar faria o mesmo) e fui dar um volta no hotel. Realmente é enorme, os caminhõesinhos que circulam se fazem um pouco necessários mesmo. Mas andei metade à pé e voltei. Vi pelo vidro que ainda estavam conversando e provavelente alto o suficiente para que eu não quisesse voltar. Andei o resto morrendo de medo do escuro, mas achando o máximo. Tinha até um cinema, vi um pouco do filme que eu não sei qual era - zuadíssimo em espanhol - e voltei.
Já estavam do lado de fora, mas ainda coversando. Dessa vez com uma família da amiguinha da prima J, que encontramos aqui (quanta coincidência, não?). A mãe da amiguinha tem uma afilhada, a Eliza, de 17 anos. Conversamos um pouco (mineira simpática) e subi para tomar um banho. Ah, bentido banho.
Desci e foi combinado que eu encontraria todo mundo lá embaixo no show venezuelano que estava acontecendo. Muito legal, muito bonitas as danças típicas. Entre uma vr, e outra o senhor do lado paquerava minha vó (hahaha) e eu ria. Quando terminou, voltamos pro quarto, postei o de ontem e fui dormir, um pouco mais feliz.
Ufa, agora só falta o de hoje (:

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